30 9 / 2014

30 9 / 2014

Me avisem no twitter https://twitter.com/sempreporluan 

30 9 / 2014

30 9 / 2014

30 9 / 2014


"Diversas situações fazem-me fraquejar, mas há algo em você que reabastece todas as minhas forças. Não consigo descrever perfeitamente, mas o que sei e sinto… me basta.”

"Diversas situações fazem-me fraquejar, mas há algo em você que reabastece todas as minhas forças. Não consigo descrever perfeitamente, mas o que sei e sinto… me basta.”

(Fonte: fasciniosantana, via neverso-santana)

30 9 / 2014

29 9 / 2014

29 9 / 2014

“O mundo nunca vai ser um lugar seguro, tranquilo e mágico. “

Quem criou essa frase não sabia da existência do amor. Não sabia da existência da felicidade. Podemos até conseguir ser feliz sozinho. Mas é tão melhor ouvir o som de uma gargalhada no mesmo ritmo da tua. É tão bom perder o chão quando vê a sua amada. É tão bom poder dizer eu te amo e ouvir um eu também. É tão bom realizar seus desejos, dividir teus segredos, com alguém. Com ela. Encontrar o amor é alívio. É ter a certeza que os dias não serão mais solitários. É saber que no começo, no meio e no fim vai ter alguém ao seu lado. Não um alguém qualquer, mas o seu amor. Aquela que vai estar ao seu lado até o último capítulo. Protege-la do mal, estar ao lado, assim como ela também estará do seu. Reciprocidade é a palavra.

Eu me sentia assim. A partir daquele momento em que eu soube que Laís também me amava o mundo mudou. Ele era colorido. Simples. Ele era magico. Era tranquilo. Era bom. Todos que podiam me ver sentiam uma energia boa. Sentiam amor. Felicidade. Tranquilidade.

— Eu a pedi em namoro. — falei para Bruna que entrava em meu quarto com algumas roupas, provavelmente minhas.

— Quando? — perguntou surpresa e sentou de frente para mim.

— Ontem. Na verdade, hoje de madrugada.

— Meu menino, todo apaixonado. — sorriu.

— É gostoso estar assim.

— Eu sei que ela te fará feliz.

— Ela vai… — sorri e ela me abraçou saindo do quarto em seguida.

X

Depois de contar tudo que havia ocorrido enquanto ela estava fora. Minha mãe foi tomar um banho e eu aproveite para escrever o meu romance.

“Escolhi você para ficar comigo desde o nascer até a chegada de um novo dia. Me sinto privilegiado por estar ao seu lado hoje, amanhã e prometo fazer de tudo para ficar ao seu lado sempre. 

Foi a última coisa que eu havia escrito. E sem sombra de dúvidas aquele trecho me definia. Apesar de ser recente nosso namoro, meu amor por ele vem de meses atrás.

Estava continuando, ou melhor, finalizando meu romance quando meu celular tocou e o nome de Bruna apareceu na tela.

— Parabéns! — gritou do outro lado da linha.

— Obrigada. — sorri.

— Achava que vocês iriam esperar mais. Não aguentava ver vocês dois apaixonados um pelo outro e nenhum tomar atitude.

— Era tão nítido assim?

— Mais que nítido. — riu. — Quando vai vir aqui? Digo, oficialmente como namorada dele.

— Não sei.

— Devia passar o natal conosco.

— Seria muita invasão.

— Não aceito não. Você virá com sua família passar o natal conosco.

— Bruna…

— Não aceito não. — repetiu.

— Você devia vir aqui também.

— Eu liguei para isso. — pausou. — Queria marcar uma noite das garotas.

— Aqui em casa?

— Isso.

— Mas claro que podemos marcar.

— Que tal quinta-feira.

— Pra mim está ótimo.

— Então a gente se vê, beijo.

Desligamos e eu continuei a escrever. Minha mãe passou pelo meu quarto avisando que sábado seria o dia de sua mudança. Eu ainda não havia visto a casa que eles compraram a não ser por foto.

A noite Luan me ligou antes de entrar no show. Eu podia sentir em sua voz que ele estava bem, estava feliz. Cada um dos integrantes da banda me desejaram parabéns aos gritos e eu pude ouvir um “até que enfim” de um deles. Rober se desculpou várias vezes seguidas por ele ter chamado a loira para conversar com Luan naquela balada o que me tirou vários risos. 

29 9 / 2014

Meus pais eram fascinados pelo nascer e o pôr do sol. Eu, quando mais nova, quase sempre os via na janela de seus quartos, ou sentados numa rede que ficava no jardim em nossa antiga casa.

Hoje em dia não se vê mais isso. Todos estão correndo contra o tempo. Sem olhar ao redor o que realmente importa, o que realmente vem valor.

Eles não me ensinaram a fazer isso, mas eu admirava sempre que eles acordavam uma hora mais cedo só pra ver aquele fenômeno tão magnifico. Então eu também comecei a fazer isso. Com meus sete anos eu acordei duas horas mais cedo, peguei meu travesseiro, fui até a sala e fiquei olhando para o lado de fora sentada no sofá. Sempre que via que uma luz começava a surgir, por mínima que fosse, eu corria até a janela da sala e ficava observando o céu, até ele ficar totalmente claro.

Eu fiz isso durante um ano sem que meus pais soubessem, mas à medida que fui crescendo, fui deixando um pouco mais de lado. Voltei fielmente a ver com meus quinze anos e nunca mais deixei isso de lado. Meus pais vieram descobrir o que eu fazia quando em um dia me pegaram dormindo no sofá. Ficaram admirados e me contaram que faziam aquilo porque um dia não estariam mais na terra e nada disso lembrariam, ou levariam. Nenhuma riqueza, nem um suspiro, nem um respirar. Por isso aproveitavam o que Deus os oferecia e se emocionava sempre que via.

Não sei se eles ainda fazem isso, mas eu como disse anteriormente sigo fielmente. Admito que várias partes do meu romance foi escrito com base naquele céu. Com base na natureza. Na chuva, nas estrelas, no canto dos pássaros.

— Está chorando? — perguntou Luan com a voz rouca baixinha em meu ouvido.

— Me emocionei. — me virei para ele e o abracei.

— Com o céu?

— Sim. — olhei para ele e lhe dei um selinho. — Bom dia. — sorri.

— Bom dia meu amor. — me abraçou forte e me beijou. — Você também gosta de olhar o nascer e o pôr do sol? — perguntou sorrindo.

— Também?! — perguntei admirada.

— É… Eu também faço isso… Quando dá tempo.

— Essa paisagem me renova. — voltei meus olhos para o céu e senti suas mãos envolverem minha cintura.

— Vejo que arrumei uma namorada linda. — disse depositando um beijo em meu pescoço.

Ficamos uns minutos a mais admirando aquele céu e quando ele ficou completamente azul descemos para tomarmos nosso primeiro café da manhã juntos, como um casal. Luan não estava atrasado o que nos deu mais tempo de conversar. Arrumei a cozinha, enquanto ele trocava de roupa.

— Preciso ir. — disse descendo as escadas enquanto fechava o zíper da calça.

— Te levo até a portaria. — disse entrelaçando nossas mãos.

Estávamos saindo do elevador quando meus pais chegaram. Eles sempre gostaram do Luan, antes mesmo de conhecerem pessoalmente. Cumprimentos e sorrisos foram distribuídos naquele ambiente.

— Vocês estão namorando? — perguntou minha mãe desconfiada e com um sorriso gigante nos lábios.

— Estamos. — disse Luan levando seus olhos sobre mim.

— Só quero que cuide bem dela. — meu pai advertiu.

— Eu cuidarei. — sorriu sem tirar seus olhos dos meus. 

29 9 / 2014